A CADA DESAFIO UMA NOVA CONQUISTA
Este tem sido um ano atípico para os trabalhadores de todo o Brasil, uma vez que as tentativas de desestabilizar a classe operária tem sido uma constante. Não que o cenário internacional esteja diferente, mas por estas plagas temos vivenciado o governo federal fazendo o maior esforço para que os trabalhadores não sejam afetados pela crise econômica que pegou em cheio as economias que até bem pouco tempo atrás estavam respirando ares de extrema satisfação e de progresso. Hoje o mundo se pergunta se estamos no fim do inicio ou no inicio do fim dessa crise que ora é benéfica ao exportador ora é extremamente prejudicial. A gangorra da moeda americana tem provocado enormes calafrios e urticárias nos mais experientes administradores. Vejamos o caso da Sadia e da Perdigão, duas gigantes que ao longo dos tempos travaram uma batalha pela liderança do mercado de carnes no Brasil, e os tais derivativos fizeram a Sadia que sempre foi a líder do mercado a se entregar a Perdigão para não sucumbir. Nas cooperativas a situação não é tão critica porque elas não imprimem um ritmo de investimentos de alto risco como as S.As onde os cooperados são donos e também fiscalizadores das atividades praticadas pelo cooperativismo. O resultado das cooperativas com poucas exceções tem no processo operacional das atividades inerentes a sua vocação regional e muito pouco de seus resultados que provem de operações financeiras ou especulativas no mercado de ações. Desta forma os trabalhadores em cooperativas tem um alento, que por estarem mais solidificadas numa gestão profissionalizada na maioria das direções das cooperativas, podemos afirmar que esta crise tende a passar em brancas nuvens pelo sistema cooperativo paranaense, o que garante mais investimentos, geração de empregos e oportunidades de crescimento do agro negócio exportador. Porem, o desafio dos trabalhadores consiste num cenário em que o governo federal valoriza o salário mínimo nacional, o governo do estado estabelece um mínimo regional com reajuste maior que o nacional e os trabalhadores da iniciativa privada, bem como os servidores públicos estaduais recebem reajustes bem inferiores que os praticados pelos governos. Ainda o apelo do presidente Lula para que os sindicatos não pressionem os patrões por reajustes maiores que os da inflação por entender não ser um ano para aumentos reais de salários. De outro norte os trabalhadores em cooperativas reunidos no 11º. Congresso Estadual e o 1º. Nacional, deliberaram pelo dissídio coletivo de trabalho ou para que as cooperativas melhorassem as propostas para que os sindicatos de trabalhadores pudessem fechar entendimento. Assim estabelecido, ato continuo, as cooperativas voltaram a manifestar interesse pelas negociações e melhorando a proposta, resolveram os negociadores fechar as negociações no oeste do Paraná, sem contudo deixar de observar as decisões do Congresso. Como vimos esse ano tem sido de muitas provações e será visto como o ano em que os trabalhadores em cooperativas resistiram, confiaram em suas agremiações sindicais e mesmo na adversidade colheram os frutos de uma negociação salarial que obteve aumentos reais de salários. Desta forma deram o primeiro passo em busca da valorização dos rendimentos e da valorização da pessoa humana nas relações de trabalho. Um abraço, Clair SpanholPres. da Fetracoop









